continuo a perguntar por ti ao tempo.
haverá ainda tempo e aquela nossa brisa
que se ria para nós quando nos abraçávamos?
gostava de ser outra pessoa para assim
não permanecer na calçada deste beco sem saída.
permaneço acorrentado.
agarrado às paredes e amarrotado por dentro.
faltas-me na vida,
concluo agora tarde, será?
17 de Fevereiro de 2010
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Interlúdio de prazer
dedicado a Sónia Salvador
tenho saudades tuas,
da tua pele e
do teu cheiro na esquina do meu pensamento
quero-te,
não apenas na passagem na ténue brisa,
mas nos confins do teu corpo
como que a dedilhar suavemente nos teus cabelos
uma música de apelo constante,
e a qual saberei sempre acudir
15 de Fevereiro de 2010
Insónia
Com um livro tento quebrar a insónia desta noite longa,
onde o frio me tolhe a capacidade de conseguir adormecer.
15 de Fevereiro de 2010
onde o frio me tolhe a capacidade de conseguir adormecer.
15 de Fevereiro de 2010
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
"Não Existes" participa em Prémio Literário
O meu primeiro livro de poesia "Não Existes ou o breve manual prático de como esquecer um amor antigo" foi proposto, pela editora Temas Originais, aos Prémios Literários do P.E.N. Clube Português na categoria de Primeira Obra.
sexta-feira, janeiro 22, 2010
sábado, novembro 28, 2009
na casa aberta
à Margarete
falo palavras amordaçadas como preso em mim e no meu sentir. sou de desejar escrever até morrer, mas hoje desperto de um sol frio, coagido por ser outono e nas cores quentes deste dia, vomito o silêncio; estou inteiro, curvado perante ti e me uso da tua pele para me aquecer do frio da alma que circula, para lá e para cá, junto a mim. leio poesia de quem não se teme, apavorada, e sigo mais além onde encontro, num sorriso, a tua tez. nas letras despes a sabedoria de quem joga com as palavras no momento, mesclando odores de sonhos e de sons felizes, perdidos aqui, na casa aberta.
28 de Novembro de 2009
quinta-feira, novembro 05, 2009
sem destino
hoje e sempre citadino
percorro esta calçada à portuguesa,
onde vagueio sem destino,
na busca incessante de alguma certeza.
5 de Novembro de 2009
percorro esta calçada à portuguesa,
onde vagueio sem destino,
na busca incessante de alguma certeza.
5 de Novembro de 2009
terça-feira, novembro 03, 2009
Sofá das Ilusões
Vou andando, alheio e devagar, ao teu encontro.
Estás meio perdida, deitada no teu sofá,
E junto a um copo vazio.
Descansas na esperança que chegue
E te ponha no meu colo.
Nesse momento serei apenas eu e tu,
Porque existes dessa forma,
Prostrada no sofá das ilusões,
Assim meio tosca mas, com sentido único.
3 de Novembro de 2009
Estás meio perdida, deitada no teu sofá,
E junto a um copo vazio.
Descansas na esperança que chegue
E te ponha no meu colo.
Nesse momento serei apenas eu e tu,
Porque existes dessa forma,
Prostrada no sofá das ilusões,
Assim meio tosca mas, com sentido único.
3 de Novembro de 2009
quarta-feira, outubro 21, 2009
terça-feira, outubro 20, 2009
A preparar o segundo livro...
Estou já a preparar o meu segundo livro de poesia que deverá (ainda estou a alinhavar com a editora) ser apresentado em Fevereiro e deve ser composto por 50 poemas.
Vou dando notícias!
quarta-feira, outubro 14, 2009
Ao virar da esquina
Vejo-me na rua.
Viro uma esquina, outra a seguir.
Ao fundo acenas ao meu sorriso.
Nele tens a certeza que existo a teu lado.
É verdade,
Sou mais feliz ao virar da esquina e encontrar-te ali,
Junto ao sorriso do meu rosto.
13 de Outubro de 2009
Viro uma esquina, outra a seguir.
Ao fundo acenas ao meu sorriso.
Nele tens a certeza que existo a teu lado.
É verdade,
Sou mais feliz ao virar da esquina e encontrar-te ali,
Junto ao sorriso do meu rosto.
13 de Outubro de 2009
quarta-feira, setembro 09, 2009
Coisas assim
Escrevo coisas assim, tais como as que vão ler de seguida.
Estas coisas são mesmo assim. Saem de mim como uma fonte de palavras e anseios à mistura.
Há dias em que me sinto um pouco apagado mas sei que isso é um mero equívoco do presente; noutros desenho as palavras recortando o amor num mero papel.
É como vos digo, sou assim... escrevo coisas assim, seja no meu sofá laranja como no banco do jardim, para mim tanto faz desde que escreva.
Sou introspectivo. Mergulho constantemente na minha essência e, por vezes, num copo de vinho. Sim, daquele que também tu bebes... d’ o nosso vinho e ficar por aqui, encostado, à espera do fim e ficar fora do prazo daquilo que estou gasto de ser.
7 de Setembro de 2009
terça-feira, agosto 04, 2009
O inesperado
Rolei a cabeça para te encontrar.
Estavas aí, vestida de perfume brando e sincero,
Onde a loucura se encontra com a razão.
Não te vi no passado. Passava e não parava.
Estavas ausente no meu olhar.
Aconteceu o inesperado!
Consigo olhar nos teus olhos e me perder.
Não sei o que queres ao baralhar-me.
Contigo me perco, agora, onde nunca me encontrei.
Quem és? O que fazes?
De ti pouco sei, mas gosto.
Sou masoquista ao te desejar,
Pois nunca o quis.
Nem a ti, nem a este momento.
Vou ficar a assistir a esta ocasião,
Que de certa nada tem senão a certeza que gosto.
O imprevisto aconteceu...
Já nada me pasma a voz secreta do coração.
4 de Agosto de 2009
Estavas aí, vestida de perfume brando e sincero,
Onde a loucura se encontra com a razão.
Não te vi no passado. Passava e não parava.
Estavas ausente no meu olhar.
Aconteceu o inesperado!
Consigo olhar nos teus olhos e me perder.
Não sei o que queres ao baralhar-me.
Contigo me perco, agora, onde nunca me encontrei.
Quem és? O que fazes?
De ti pouco sei, mas gosto.
Sou masoquista ao te desejar,
Pois nunca o quis.
Nem a ti, nem a este momento.
Vou ficar a assistir a esta ocasião,
Que de certa nada tem senão a certeza que gosto.
O imprevisto aconteceu...
Já nada me pasma a voz secreta do coração.
4 de Agosto de 2009
Dedicado à PF
quarta-feira, julho 29, 2009
Banco de jardim
Apetece-me!
Hoje sento-me no banco do jardim.
Aqui espero a tua chegada.
Hás-de vir um dia, eu sei.
Rodeiam-me os passos do sossego.
Ao virar a face creio em ti no horizonte.
Não estou aqui a todo o momento;
Vou e venho amiúde, e me tolero
Neste jogo de anseio.
Entretanto se chegares e não me vires,
Pergunta por aí onde me encontro.
Não creio que o banco de jardim te responda
Pois nele não mais me sentei.
29 de Julho de 2009
Hoje sento-me no banco do jardim.
Aqui espero a tua chegada.
Hás-de vir um dia, eu sei.
Rodeiam-me os passos do sossego.
Ao virar a face creio em ti no horizonte.
Não estou aqui a todo o momento;
Vou e venho amiúde, e me tolero
Neste jogo de anseio.
Entretanto se chegares e não me vires,
Pergunta por aí onde me encontro.
Não creio que o banco de jardim te responda
Pois nele não mais me sentei.
29 de Julho de 2009
sábado, julho 18, 2009
terça-feira, julho 14, 2009
Prazo
É na parede branca que penduro um quadro.
Nele contem a imagem de uma fotografia qualquer.
Podia ser eu, podias ser tu, podíamos ser nós os dois
Se tempo houvesse para isso.
Esse prazo começa a expirar.
Já não controlo a medida arbitrária da duração das coisas,
E isso deixa-me ridículo e silencioso.
Se soubesses como gostava de controlar a vontade,
No espaço e no tempo da minha vida.
Sermos dois, apenas um mais um,
É algo que relativizo na hora da firmeza.
O ponto de vista não absoluto do prazo,
Ou do tempo em si, como queiras,
Faz-me sentir mais confiante,
Pelo contrário, perdulário,
Dissipador da consciência íntima.
Parece que o tempo quebra e me termina.
Me faz viajar para longe de ti, e do teu lugar,
Onde me observas e fazes encarcerar o particular.
Estou a ficar fora do prazo deste amor,
Gasto e supérfluo do que não tenho.
14 de Julho de 2009
Nele contem a imagem de uma fotografia qualquer.
Podia ser eu, podias ser tu, podíamos ser nós os dois
Se tempo houvesse para isso.
Esse prazo começa a expirar.
Já não controlo a medida arbitrária da duração das coisas,
E isso deixa-me ridículo e silencioso.
Se soubesses como gostava de controlar a vontade,
No espaço e no tempo da minha vida.
Sermos dois, apenas um mais um,
É algo que relativizo na hora da firmeza.
O ponto de vista não absoluto do prazo,
Ou do tempo em si, como queiras,
Faz-me sentir mais confiante,
Pelo contrário, perdulário,
Dissipador da consciência íntima.
Parece que o tempo quebra e me termina.
Me faz viajar para longe de ti, e do teu lugar,
Onde me observas e fazes encarcerar o particular.
Estou a ficar fora do prazo deste amor,
Gasto e supérfluo do que não tenho.
14 de Julho de 2009
quinta-feira, julho 09, 2009
Comigo nunca ficarás sozinha
Saudade, relutância, tremor,
Ambiguidade na amizade e no amor.
Comigo nunca ficarás sozinha.
Sou presente antes de ser ausente,
Sempre no princípio de todas as coisas.
Pelo menos tento...
Tento a certeza da minha presença
Para não cair na indiferença da minha ausência.
Não quero que sintas isso.
Como sei o que é estar absolutamente só
Mesmo no meio desta multidão indiferente.
Ouço-te num fio de voz ao longe.
Chamas o meu nome e eu corro.
Sempre corri. Para ti estou.
Estarei sempre.
Comigo nunca ficarás sozinha,
Contigo complemento o meu ser único.
9 de Julho de 2009
Ambiguidade na amizade e no amor.
Comigo nunca ficarás sozinha.
Sou presente antes de ser ausente,
Sempre no princípio de todas as coisas.
Pelo menos tento...
Tento a certeza da minha presença
Para não cair na indiferença da minha ausência.
Não quero que sintas isso.
Como sei o que é estar absolutamente só
Mesmo no meio desta multidão indiferente.
Ouço-te num fio de voz ao longe.
Chamas o meu nome e eu corro.
Sempre corri. Para ti estou.
Estarei sempre.
Comigo nunca ficarás sozinha,
Contigo complemento o meu ser único.
9 de Julho de 2009
terça-feira, julho 07, 2009
Na cidade
E a cidade adormece
Depois do ocaso forte de um dia morto.
Nada fiz, apenas assisti ao definhar do sol.
Podia lá eu salvá-lo, se a noite se ergueu.
O ar petrificou as minhas acções
Nesta noite de verão frio.
Se quiseres grito por ti,
Mas nada mais posso fazer.
Estou atado a esta ignorância nocturna
Que vai e vem todos os dias, antes de me deitar.
Pela janela vejo a cidade,
Engolida na alta noite.
O som das luzes criam em mim
Sonambulismos de chorar.
Quero dormir!
Acordar num sonho da cidade branca
E sorrir.
8 de Julho de 2009
Depois do ocaso forte de um dia morto.
Nada fiz, apenas assisti ao definhar do sol.
Podia lá eu salvá-lo, se a noite se ergueu.
O ar petrificou as minhas acções
Nesta noite de verão frio.
Se quiseres grito por ti,
Mas nada mais posso fazer.
Estou atado a esta ignorância nocturna
Que vai e vem todos os dias, antes de me deitar.
Pela janela vejo a cidade,
Engolida na alta noite.
O som das luzes criam em mim
Sonambulismos de chorar.
Quero dormir!
Acordar num sonho da cidade branca
E sorrir.
8 de Julho de 2009
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