segunda-feira, março 18, 2013

Poetas & Amigos na Fundação Rui Cunha



O Dia Mundial da Poesia vai ser assinalado na Galeria da Fundação Rui Cunha, na próxima quinta-feira dia 21 de Março, pelas 18h30.
Estarão presentes com a sua poesia os poetas locais António Mil-Homens, Carlos Frota, Carlos Morais José, Debby Sou Vai Keng, Fernando Sales Lopes, Gonçalo Lobo Pinheiro, Han Lili, James Li, Kite Kelen, Manuel Afonso Costa, Manuel Pinho, Tereza Sena e Yao Feng. Este encontro em que todos são bem-vindos contará, ainda, com a colaboração de João Pedro Costa na leitura de poemas, do Grupo Ad-Hoc, (Daê Enedino, Erica Ramos, Alexandra Ferreira e Adriano Gaspar, encenados por Laura Nyogéri e José Nyogéri), e dos músicos Ana Filipa Neves Ferreira no piano, Li Xin Yang e Hu Xiao Yu, no Erhu, e Zhang Yu Rui, e Cheng Xian, no Guzheng.
Sob o lema “É Primavera. Que a água alimente a árvore do poema!” a Fundação Rui Cunha convida todos os amantes da poesia a estarem presente neste convívio.



Galeria da Fundação Rui Cunha
Horário: Segunda a Sexta-feira das 10.00 às 19.00. Sábados das 15.00 às 19.00. Fecha aos Domingos.
Local: Avenida da Praia Grande, nº 749, r/c, Macau
Entrada gratuita

Fundação Rui Cunha
Telf: ( 853) 28923288
E-mail: galeria@fundacao-rc.org

Estes foram os primeiros poemas que te escrevi...


Longínquo

Cada dia que passa penitencio na minha pele a nossa distância.
Nela escrevo as palavras que, por vezes, ficam por dizer.
Às vezes, existe um fogo que consome as palavras longínquas e me revigora o viver.

18 de Julho de 2010

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Mensagem

Se souberes como me chamar, chama.
Podes sempre chamar-me.
Diz o meu nome ao sol nascente
E soletra cada letra que o compõe.
Podes, também, escrevê-lo nas paredes da tua rua.
Ao passares lembras a minha existência noutro lugar que não o teu.
Envia-me a mensagem que estás aí,
Que eu te ouço ao longe, na passagem do tempo,
Onde a distância nos devolve um ao outro virtualmente.

31 de Julho de 2010


Para ti, Vanessa

domingo, março 17, 2013

Perdi

Assumo: hoje sou um perdedor. Um perdedor como nunca o fui. Perdi tudo. Perdi o teu sorriso. Perdi o teu cheiro. Perdi o teu sabor. Saí derrotado por culpa própria, num jogo em que me anulei várias vezes. Enfim, perdi. Ganhei a solidão...

Macau, 17 de Março de 2013