segunda-feira, junho 22, 2026

Cofiando o bigode

Cofio o bigode devagar
como quem acaricia a manhã
há um sopro de sol
a pousar nos dedos

o gesto é simples
mas guarda segredos antigos
um rumor de infância
um riso perdido no vento

cofiar o bigode
é tocar o silêncio
é sentir que a vida
se resume a este instante
onde tudo se abre
numa ternura breve.

Macau, 22 de Junho de 2026