e a lua entra como um sopro
de vidro partido
O vento traz murmúrios
de passos que já não existem
de vozes que se perderam
na poeira dos séculos
O postigo é fronteira
entre o dentro e o fora
entre o sonho e o esquecimento
Fico suspenso
na penumbra que desliza
como água lenta
como relógio sem tempo
E descubro que olhar
é sempre perder
o que nunca se possuiu.
Macau, 25 de Agosto de 2026