sobre a pedra fria
há um rumor de vento
que atravessa a pele
como lâmina invisível
sacrilégio é tocar
o silêncio gasto
com mãos que tremem
no limite da noite
o chão devolve
a sombra dos passos
que não regressam
e a vida insiste
em guardar o que se perde
num gesto breve
num sopro suspenso.
Macau, 13 de Julho de 2026